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Pai de jovem atingido por reboco denuncia descaso na saúde pública no Rio


Marlon está internado há quatro meses e, segundo o pai, não recebe tratamento adequado

 

Marlon Jean Vasconcellos de Matteo estava indo para o trabalho quando foi atingido por um reboco que se desprendeu de um viaduto; Na primeira foto, o pai do rapaz mostra o pedregulho que feriu o filho deleAlexandre Vieira / Agência O Dia / Facebook

O estudante Marlon Jean Vascondellos, de 18 anos, que ficou entre a vida e a morte após ser atingido por um reboco que caiu de um viaduto em Del Castilho, na zona norte do Rio, já poderia ter deixado o CTI da Coordenação de Emergência Regional do Leblon, mas não tem para onde ser transferido. O pai da vítima, João Pedro Matteo Júnior, afirma que o adolescente não recebe apoio do município.

— A única coisa que a prefeitura custeou até hoje foi uma fonoaudióloga. Diante da circunstância exposta, fato real acontecido, meu filho precisaria de um tratamento muito melhor. Por que que a prefeitura não paga um hospital particular para o meu filho? A responsabilidade é direta Estado, município e SuperVia. Enquanto isso eu tenho que aguardar o processo, é isso? Enquanto meu filho está no CTI de alta. Omissão de socorro.

Marlon Jean Vasconcellos de Matteo estava indo para o trabalho quando foi atingido por um reboco que se desprendeu de um viaduto em uma estação de trem, no início de julho deste ano. Em fotos divulgadas pela família do estudante, foi possível ver como foi a recuperação do rapaz. Mas as imagens também revelam que ele ainda precisa de ajuda para realizar tarefas simples, como se alimentar.

O rapaz foi operado três vezes no Hospital Municipal Salgado Filho e depois foi transferido para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da Coordenação de Emergência Regional do Leblon.

Ele recebeu alta do CTI, mas precisa ser transferido para uma unidade particular para fazer a reabilitação motora pois a rede pública de saúde não oferece o serviço.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que o caso de Marlon é complexo. O hospital Sara do Rio de Janeiro já foi chamado para avaliar o caso e pediu para a família fazer um cadastro na unidade.

 

 
 
 
R7
 


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