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Aung San Suu Kyi deixa o palco depois de fazer sua leitura do Prêmio Nobel em Oslo, neste sábado (16) (Foto: AFP)
Aung San Suu Kyi deixa o palco depois de fazer a
leitura de seu discurso pelo Prêmio Nobel em Oslo,
neste sábado (16) (Foto: AFP)
 

A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, se comprometeu neste sábado (16), em Oslo, a manter seu combate pela democracia e fez um apelo à reconciliação em seu país, durante o discurso de aceitação de seu Prêmio Nobel da Paz, que foi concedido em 1991.

 

Ao final de um ano marcado por reformas realizadas pelo atual regime birmanês Suu Kyi prometeu trabalhar pela reconciliação nacional, mas também recordou os problemas que ainda persistem, como os prisioneiros políticos e a continuidade dos conflitos étnicos em diversas regiões do país.

 

"Meu partido, a Liga Nacional pela Democracia, e eu estamos prontos e desejosos de desempenhar qualquer papel no processo de reconciliação nacional", afirmou a chamada "Dama de Yagun" em seu discurso.

 

Com uma flor presa nos cabelos, como de costume, e usando um tradicional vestido violeta e uma longa echarpe, Suu Kyi foi ovacionada por um grupo de personalidades e representantes do exílio birmanês, reunidos para a ocasião na prefeitura de Oslo.

 

Suu Kyi reiterou seu otimismo prudente ante a transição democrática de seu país, dirigido pelo atual presidente Thein Sein, um ex-general que constituiu um governo quase inteiramente civil.

 

"Se me manifesto a favor de um otimismo prudente não é porque não tenho confiança no futuro, e sim por que não quero fomentar uma confiança cega", explicou.

 

Apesar de o governo birmanês ter assinado um cessar-fogo com a maioria dos grupos étnicos rebeldes, recordou que os conflitos não terminaram, mencionando os confrontos que opõem a comunidade budista e a minoria muçulmana, e os combates com os insurgentes kachins.

 

"As hostilidades não cessaram no extremo norte (com os kachins). No oeste, a violência comunitária se manifesta na forma de incêndios e assassinatos", afirmou Suu Kyi.

 

Os confrontos entre budistas e muçulmanos já deixaram ao menos 50 mortos desde 28 de março, de acordo com a imprensa oficial birmanesa.

 

Medo de não poder voltar para casa


Em seu discurso, Suu Kyi disse que receber o Prêmio Nobel da Paz de 1991 a inspirou a continuar com sua atividade em favor da democracia.

 

Quando o Nobel da Paz foi concedido a ela em 1991, Suu Kyi preferiu não viajar a Oslo para recebê-lo por medo de não poder voltar para casa e ter de permanecer no exílio. Com seu gesto, converteu-se na imagem da oposição pacífica no mundo.

 

Naquela oportunidade, seu marido, o professor universitário Michael Aris, e seus filhos, Kim e Alexander, foram encarregados de receber o prêmio em seu nome. Aris faleceu na Inglaterra em 1999, e Suu Kyi, que passou a maior parte dos últimos 22 anos em prisão domiciliar, também não pôde ir ao enterro.

 

Os exilados birmaneses, muitos deles vestidos com trajes tradicionais multicoloridos, receberam Suu Kyi na entrada da prefeitura de Oslo com flores, cânticos e lágrimas de alegria.

 

"O pai dela foi o pai da independência e agora ela é a mãe da democracia", declarou Vicittasara, um monge de 38 anos, vindo da Índia, referindo-se ao general Aung San, herói da independência assassinado quando sua filha era uma criança.

 

O presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, recebeu a premiada com a seguinte frase: "Aung San Suu Kyi está finalmente aqui!".

 

Em seguida, disse que esperava que o dissidente chinês Liu Xiaobo, laureado em 2010, também pudesse ir um dia a Oslo receber seu prêmio.

 

Durante esta viagem pela Europa, a primeira que realiza em 24 anos, Suu Kyi tem previsto ir ao Reino Unido, Irlanda e França, depois de passar pela Suíça e Noruega.

 

A líder birmanesa, que em 19 de junho fará 67 anos, sofreu um mal-estar na quinta-feira, na Suíça, um problema atribuído ao cansaço.

 

Fonte: G1



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