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Outro bichinho da Disneylândia: o vírus do sarampo


É comovente a emoção dessa filhinha ao ser presenteada pela mãe com uma viagem à Disneylândia:

É comovente a emoção dessa filhinha ao ser presenteada pela mãe com uma viagem à Disneylândia:

 

                 

Essa menininha iria me odiar por quebrar o clima com o tema do post de hoje: sarampo na Disneylândia.

 

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa. Basta uma tosse ou um espirro para o vírus se espalhar no ar e infectar outras pessoas durante até duas horas. E pode ser muito perigoso, especialmente para bebês e crianças, que podem ter complicações graves como pneumonia, convulsão, encefalite e até óbito. A melhor prevenção contra a doença é a vacina, que a criança toma aos 12 meses, com dose de reforço aos 15 meses.

 

 

O controle no Brasil

 

No Brasil, a partir do ano 2000, o sarampo foi considerado controlado. A vacinação ampla e gratuita é a responsável pelo controle da doença: com mais de 95% da população vacinada, a circulação do virus é interrompida e ele desaparece do território.

 

A maioria dos casos da doença no nosso país, registrados desde 2000, está relacionada à chegada de turistas contaminados vindos da Europa, Ásia e África, lugares onde ainda há grande circulação do vírus da doença. Com quase toda a população brasileira vacinada, os casos importados encontram uma barreira intransponível para contaminar outras pessoas: a população imune não permite que os casos se multipliquem. É o fenômeno chamado “imunidade de rebanho”: mesmo as pessoas não vacinadas ficam protegidas porque não entram em contato com o virus.

 

 

Sarampo made in USA

 

Os surtos atuais de sarampo nos EUA acontecem 15 anos depois da doença ter sido, assim como aqui, considerada controlada. O sucesso à época foi devido às campanhas de vacinação com alta cobertura. Ali, como no Brasil, não existe uma lei que obrigue a vacinação. Mas, enquanto no Brasil a vacinação, que é gratuita, foi incorporada pela população, lá cada família opta se vai ou não vacinar seus filhos. Com o sarampo controlado a partir de 2000, a população nos EUA baixou a guarda. Cresceram os movimentos antivacina, de pessoas e grupos que não vacinam seus familiares por receios (alguns totalmente infundados) de reações adversas. Toda vacina carrega um potencial risco mas, para a vacina de sarampo, ele é tão pequeno que o benefício justifica o seu uso.

 

E o contingente de pessoas não imunizadas foi aumentando nos EUA, criando novamente um terreno fértil  para a transmissão do vírus. Só faltava o gatilho, e o mundo globalizado se encarregou de fornecê-lo, através de viajantes vindos de regiões do mundo onde ainda existe a circulação do vírus.Foi assim que o sarampo saiu de controle nos EUA. Agora, com surtos da doença surgindo por todo o país, eles estão tomando medidas urgentes para evitar o agravamento da situação, que seria uma epidemia.A Disneylândia, na Califórnia, que vive um surto desde dezembro, tenta tranquilizar os visitantes sobre a segurança do local. Mas as autoridades de saúde da Califórnia pedem aos pais para não levarem à Disneylândia crianças que não tenham sido vacinadas.

 

 

De malas prontas? Tome alguns cuidados

 

Com os surtos na Disneylândia e ao redor do mundo, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda a todos os viajantes estarem vacinados contra o sarampo. Viajantes não vacinados devem receber a vacina tríplice viral, disponível na rede pública, pelo menos 15 dias antes da partida. Essa recomendação se estende a crianças entre os 6 e 11 meses de idade. Mesmo com a dose extra da vacina, essas crianças devem ser revacinadas aos 12 meses de idade.

 

Apenas as pessoas que apresentam contraindicações médicas e crianças menores de seis meses de idade não devem ser vacinadas. Na dúvida, é melhor consultar um médico. Tome as precauções e boa viagem!

 

Por Lucia Mandel

Site Veja

 



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