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A Primeira Vista


Peça marca a volta de Drica Moraes aos palcos

 / Créditos:
16/03/2012

A Primeira Vista

Peça marca a volta de Drica Moraes aos palcos

A mistura de um clima de férias com profissionalismo paira no backstage de “A Primeira Vista”, espetáculo dirigido por Enrique Diaz e estrelado por Mariana Lima e Drica Moraes, que, após recuperar-se de uma leucemia e de fazer algumas participações na TV e no cinema, está de volta ao teatro. Depois do sucesso de “In On It”, o diretor retoma a obra do canadense Daniel MacIvor, em um quebra-cabeça divertido sobre a  amizade entre duas mulheres.

 

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No palco, Diaz dirige sua mulher e a retoma a parceria com Drica, com quem fundou a Cia. dos Atores há mais de 20 anos. As personagens são ouvintes de rock e chegam, inclusive, a formar uma banda de rock na adolescência, a Ukeleladies, que não foi à frente. As cenas exigiram preparação extra das atrizes, que contaram com a ajuda dos músicos Fabiano Krieger e Lucas Marcier para poder cantar e tocar baixo, guitarra e ukelele, um instrumento havaiano de cordas, semelhante ao nosso cavaquinho. Na entrevista, o trio fala sobre a importância de trabalhar entre amigos, comenta a personalidade das personagens e comemora o retorno de Drica aos palcos.

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O que mais chamou atenção de vocês nos textos de Daniel MacIvor?
Enrique Diaz:
 Várias coisas, uma dela é que ele é muito engraçado. Em segundo lugar, ele constrói relações entre as pessoas que mistura uma com a outra e lida com isso de maneira muito poética. Além disso, a estrutura dramatúrgica que ele desenvolve é muito interessante. É uma coisa completamente lapidada de edição, de montagem e, portanto, de caminho do público. O espectador faz um caminho todo preparado por ele para ir se abrindo para o espetáculo pelo riso e pela emoção, o que resulta em uma experiência muito legal para quem está assistindo.

Mariana Lima: Tive uma atração imediata porque já tinha a paixão pelo “In On It” e essa peça era mais ou menos o mesmo universo dramatúrgico, só que com duas mulheres. Fui atraída pelo jogo, pela possibilidade de relação que eu teria com a outra atriz. Quando a gente decidiu que seria a Drica, virou uma coisa muito maior. O desejo de fazer a peça se amplificou.
Drica Moraes: Fiquei e sempre fico muito impressionada com a facilidade que o Daniel tem de tratar de temas muito densos e profundos de uma maneira muito simples e direta.  Ele consegue essa comunhão da simplicidade com a complexidade, que é um charme. A peça tem um humor muito peculiar, muito econômico, direto, fino, ácido e rítmico.

 

No que essa peça difere das demais que vocês já atuaram?
ML:
 Em tudo. Os outros espetáculos que fiz tinham um registro de rasgo emocional muito maior, características de personagens muito mais definidas, limitadas. Aqui elas são pessoas. O jogo proposto tem uma agilidade que nunca tinha experimentado, então pra mim difere de absolutamente tudo.

ED: Pra mim, o diferencial é trabalhar com elas duas juntas. Acho o texto incrível, adoro a peça, mas o fato de a gente fazer junto deu uma conotação muito diferente das outras. O que está acontecendo aqui é um encontro muito específico, particular.
DM: Acho nós três extremamente compatíveis em termos de doação. Talvez eu nunca tivesse trabalhado com doadores tão compatíveis (risos)! Aqui flui. Quando não flui, a gente tira e fica tudo bem.

Qual a importância do teatro na carreira de vocês?
ML
: Importância total. Comecei minha vida de atriz no teatro com 16 anos e, desde então, nunca mais parei de fazer teatro. É a base de uma estrutura que depois foi crescendo e expandido pro cinema e pra TV. Pra mim é bem lapidado. E é onde eu fico mais forte, mais potente, mais segura. 

ED: Pra mim, o teatro virou sinônimo de um lugar onde a gente conversa, pratica, cria e não um lugar onde a gente cumpre uma função específica. Por mais que na televisão possa também existir encontros, o percentual é muito menor. Esse é um lugar muito saudável. Um lugar de geração, de conversa, de debate, de prazer.
DM: Sou cria de teatro. Comecei a fazer o teatro e depois muito cedo fui pra televisão e fiz muitas novelas. Talvez  a maior qualidade do teatro seja esse encontro mesmo. São encontros mais consistentes, em um lugar mais calmo, mais humano, mais errado. Aqui o ser humano pode estar errado. Acho isso muito bonito no teatro.

 

Como são as personagens de vocês?
ML
: Ela é prática, eu sou caótica.

DM: Sou muito assertiva, muito perfeccionista. Enfim, controladora, racional pra caramba.
ML: Essas figuras não são fixas. A natureza de uma e da outra vão se amalgamando e a gente vai se transformando durante a peça. A gente tem um grande diretor de atores e isso realmente ajuda muito, transforma o trabalho diariamente. O Kike ajudou muito a gente, foi espremendo até chegarmos nessas personagens.
DM: Ele é um obsessivo e genial porque tudo se transforma na mão de Enrique Diaz. Ele faz e fica todo mundo ligado em um ponto de vista muito pessoal dele que contamina.
ED: Eu engano as duas. Finjo que sei o que quero e elas acreditam. Aí elas vão dando mais e melhor do que eu estava querendo!
DM: O que acho muito bacana entre elas, que a gente vai deixar no ar, é que é um caso de amor. E nesse caso de amor amigo elas se transformam.

Como foi o início da Cia dos Atores?
ED:
 A Cia começou sem nenhum projeto, na terceira peça juntos a gente resolveu considerar o grupo uma companhia de teatro. Não nasceu como uma ideia premeditada, ela passou a existir porque havia uma sequencia de trabalhos. A gente sempre fala que a qualquer momento pode acabar, não temos esse compromisso, e assim ela foi se firmando por um caminho intuitivo e está aí até hoje, não se sabe por quanto tempo.

DM: Ela existe pelo grau de confiança que há entre os oito sócios e pela qualidade e excelência do trabalho destes profissionais, que são: Bel Garcia, Susana Ribeiro, Marcelo Olinto, Marcelo Vale, Gustavo Gasparani, Enrique Dias, Drica Moraes e César Augusto.

Drica, como é estar de volta aos palcos depois de três anos afastada?
DM:
 Agora é a encarnada final! Faltava o trabalho para dar aquela encarnada, para a pele colar e os órgãos se ajustarem. Estava precisando do trabalho para ganhar o corpo de novo e estes dois foram me buscar. Voltei, vivinha.


 
 
Fonte:G1


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